Especialistas trazem tendências de UX Design para 2017


O ano de 2017 já começou, mas ainda temos um ano inteiro pela frente para estudar, pesquisar e aplicar diversas técnicas e ações em nosso planejamento. Falamos recentemente sobre tendências de conteúdo, nesse post aqui e dessa vez vamos falar sobre UX Design.

Talvez você não saiba exatamente o que significa UX, mas com certeza já sabe a importância que possui. Estamos trazendo um conteúdo que vai deixar ainda mais claro que prover a melhor experiência possível aos usuários pode trazer grande impacto para os negócios.

UX vem do termo em inglês “User Experience“, ou seja, a experiência do usuário. O profissional de UX deve prover ao usuário de um produto ou sistema um alto de nível de usabilidade, eficiência e satisfação em cada interação.

Reunimos diversos especialistas para nos contar o que acreditam ser as principais tendências de UX Design para 2017. Ficou curioso? Então acompanhe abaixo o que cada um disse à KingHost.

Rafael Rolito

Rafael “Rolito” Trintinalia Linkedin

User Experience Lead na Casion

“Um assunto que deve continuar bem forte em 2017 são os chatbots e quem trabalha com User Experience deve sentir o seu impacto no cotidiano. Para criar melhores experiências nessa ferramenta, será necessário que os profissionais de UX mudem um pouco sua visão, hoje forte em fluxos de navegação com interfaces de fácil interação, para árvores de decisões lógicas e mais próximas de um pensamento humano.

O que há hoje nas plataformas convencionais será transformado e novas métricas e metodologias devem surgir para demonstração dos resultados. A tecnologia (ainda) não permite que os bots sejam tão naturais como uma pessoa interagindo, por isso, o grande desafio dos profissionais de experiência será trazer o melhor resultado para seus clientes já entendendo essa limitação”.


Mauricio Wolff

Mauricio Wolff Linkedin

UX Designer and Team Lead – Mobile Search at Booking.com

Conversational Interfaces. Usando redes neurais para conversar com o usuário, como Alexa, Google Home, Siri ou Cortana, ou caprichando no storytelling, como fez o Adrian Zumbrunnen em https://azumbrunnen.me/“.


Fabrício Teixeira

Fabrício Teixeira Linkedin

Creative Director (UX Design) na R/GA e Editor na uxdesign.cc

“Em 2017, os designers não devem ter receio de começar com um modelo padrão para cobrir o básico e então dedicar a maior parte do seu tempo nos detalhes que farão a experiência parecer muito mais relevante, agradável e até mesmo memorável. Em 2017 esperamos ver mais e mais equipes de design contratando psicólogos, fisiologistas, antropologistas, pesquisadores e outros especialistas para trabalharem juntos projetando essas novas experiências”.


Vitor Perez

Vitor Perez Linkedin

Sócio e service designer da Kyvo Design-driven Innovation e business partner da aceleradora de startups do Vale do Silício GSVlabs no Brasil.

“Se 2016 foi um ano em que diversos conceitos tecnológicos ainda distantes do grande público já se mostraram viáveis, tal qual a realidade aumentada e o estrondoso sucesso do Pokémon Go, ou então a proliferação de devices com inteligência artificial, este ano se inicia com a perspectiva de que muitos poderão se tornar cada vez mais presentes no nosso dia a dia.  O que dizer do Echo, device da Amazon que atende pelo comando de voz “Alexa” e instantaneamente inicia uma interação com o usuário utilizando inteligência artificial? O lançamento oficial na feira CES 2017, em Las Vegas, fez a empresa de Jeff Bezos superar facilmente os destaques de pesos pesados como a Microsoft, Apple e Google. Estes, por sua vez, trouxeram ao mercado suas iniciativas que utilizam, além da inteligência artificial e do reconhecimento de voz, o uso crescente da realidade aumentada. Por isso, é impossível não listar a inteligência artificial, a realidade aumentada, o reconhecimento de voz e o machine learning entre as principais tendências do ano.

Todas, vale ressaltar, guiadas pela necessidade crescente de atender às demandas da experiência do usuário. Não à toa, os conceitos de UX deixaram de ser algo restrito aos designers e aos níveis operacionais das empresas para chegar ao topo das prioridades das grandes corporações, onde deverão permanecer por muito tempo. Aliás, a exemplo de Amazon, Apple, Google e Microsoft, é através desse foco em UX que boa parte das companhias vêm buscando inovar. E para isso, é claro, investem nos mais variados métodos de pesquisa. Daí a importância dos data-driven insights e dos cross-functional teams. É com diversidade de informações e experiências que virão os melhores resultados. É nisso que nós da Kyvo Design-driven Innovation acreditamos”.


Bruno Cambraia

Bruno Cambraia Linkedin

Designer de Interação Sênior na KingHost

“Em 2017, a cultura de design estará cada vez mais consolidada no dia a dia das grandes empresas. Com isso, uma boa usabilidade será cada vez mais considerada como algo fundamental e não como um diferencial. Uma das maneiras utilizadas para buscar essa diferenciação será a adoção de personalidades mais humanas e autênticas por parte de marcas e empresas, que ficarão ainda mais evidentes durante a experiência do usuário através de microinterações, chatbots e interfaces conversacionais.

As práticas de Customer Success estão sendo cada vez mais disseminadas no Brasil, ganhando mais força principalmente no último ano. Com esse movimento, acredito que os profissionais de UX trabalharão cada vez mais próximos das equipes de Customer Success, direcionando seus esforços não apenas em entregar um bom serviço ou produto, mas também em garantir que seus clientes alcancem os resultados desejados.

Em relação a ferramentas, tudo leva a crer que este será o ano da Adobe, com o Experience Design tomando conta do mercado devido ao seu funcionamento multiplataformas, facilitando o fluxo de trabalho entre designers que utilizam PC e Mac, e à evolução rápida em relação aos recursos de design e prototipação”.


Diana Fournier

Diana Fournier Linkedin

Analista de Usabilidade Sr. na VivaReal

“Ser cada vez mais DATA DRIVEN! Pela primeira vez estou trabalhando numa empresa que conseguimos ter acesso de uma forma fácil à base de usuários e ao banco de dados para retirar informações importantíssimas para tomadas de decisão e gerar insumos para o time de UX e toda a equipe. Desenvolver pesquisas com ajuda das métricas e de resultados de testes A/B para embasar mais ainda as decisões e soluções de interface é de máxima importância, pois gera maior confiança ao time técnico, aos PMs e VPs.

Toda vez que uma demanda chegar a você (seja você um UI, UX, AI, researcher), procure saber os números referente àquilo – métricas que fazem sentido ao seu projeto (audiência, conversão, taxa de abandono, etc). Muitas vezes sua empresa tem um time de “audiência”, de “métricas”, de “data science” e você nem sabe! USE-OS sempre que puder! Tenha do seu lado o poder de dados reais que seu usuário fornece e desenvolva as melhores soluções baseadas nisso e não em achismos. Faça a diferença! 🙂 Quer saber mais? Clique aqui“.


“Como grande tendência de UX para 2017 eu vejo que finalmente nós UX Designers estamos percebendo que não se faz UX sozinho. Cada vez mais outras disciplinas se envolvem e contribuem com o planejamento da experiência do usuário, como Desenvolvedores, Designers de Interface, Gerentes de Produto e até mesmo especialistas em áreas bastante novas, como os Designers de Serviço. Em resumo, acredito que a grande tendência do ano é UX como time, como mindset, não como função de uma única pessoa”.


Eduardo Gouvêa

Eduardo Gouvêa Linkedin

Designer de Interação na KingHost

“2016 foi o ano dos dados e das métricas. Nesse novo ano, ao meu ponto de vista, estamos criando uma brecha para as ”legalzices”. Interações divertidas que preencham a sensação de humanizar produtos e serviços.​ Vejo as microinterações como uma tendência muito forte para os anos a seguir e algo a evoluir. Transformar questionários em uma simples e rápida conversa com o usuário. Criar o contexto de estar conversando com a interface de forma simples, humana e rápida​ traz satisfação ao preencher dados sem se pensar o quanto ainda falta informar ou quantos inputs ainda faltam preencher. Tive o prazer de experimentar uma destas interações com o beta do Warren e acredito que é algo que se tornará mais rotineiro.

Métricas também são importantíssimas para mirar nas ações desejadas. É através destes dados que sabemos como nossos usuários estão se comportando e que tipos de clientes são​. Entender e interagir com essas informações será cada vez mais necessário para focar nas melhorias mais assertivas​. Se foi uma tendência de 2016, será ainda constante em 2017.

Quanto a ferramentas, o Sketch mostrou como é mais simples trabalhar wireframe, layout e protótipo juntos. O Adobe XD também mostra que essa é uma tendência a ser seguida. É uma ferramenta que unifica todas as fases anteriores e ainda codifica, facilitando a criação e lançamento de produtos e implica em validações e testes mais cedo​. No momento em que for possível obter dados de uso e métricas em uma mesma ferramenta, acho que teremos a solução definitiva”.


“Em 2017, mudanças climáticas e sustentabilidade do planeta serão parte de nossa cultura, tanto de maneira otimista, dado o crescimento da economia de energia solar e os aprofundamentos do Acordo de Paris, como pessimista, com a crise de refugiados, insurgência popular contra obras de energia fóssil, e os efeitos da violenta redução do gelo ártico. Como designers, temos a obrigação de entender o impacto de nossas criações quando as entregamos ao mundo e, por isso, além da pergunta “quais problemas estamos resolvendo?“, durante a concepção de produtos, surgirá uma pergunta mais delicada: “quais problemas estamos criando (no mundo, no meio-ambiente e no estilo de vida das pessoas)?”.

Vejo uma tendência de problematização focada em sustentabilidade tanto no âmbito do desenvolvimento e implementação de soluções, com o reaproveitamento de código, bibliotecas e padrões, serviços de hospedagem que utilizem energia limpa/renovável, otimização de imagens e preocupação com performance, etc., quanto na mensagem que passamos aos nossos usuários, que poderá influenciar mudanças de comportamento para um futuro mais sustentável com base em diretrizes como reduzir, reusar, reparar, reciclar. Essa tendência é especialmente importante para quem desenvolve produtos que se relacionam com o ambiente físico, como é o caso da Internet das Coisas, que inundará o mercado com novos dispositivos que, além de usufruírem de recursos naturais, econômicos e sociais para serem produzidos, eventualmente precisarão de reparo e/ou descarte..”


“É difícil falar sobre uma tendência para 2017 em uma área como a de UX sem observar o que vem acontecendo nos últimos anos. Na minha perspectiva, enxergo uma preparação maior dos designers com relação ao impacto do seu job nos resultados da empresa e/ou cliente​. É o designer entendendo mais sobre planejamento e custo do projeto​, além de medir o sucesso de uma entrega, não mais sob a ótica apenas do usuário, mas de negócio​ também.”


Resumindo

Acompanhamento de métricas continua sendo uma das grandes tendências de UX, ainda que tenha tido muito espaço no ano de 2016. Mas agregar outros profissionais e desenvolver equipes multidisciplinares se mostra essencial para garantir a experiência perfeita para o usuário, onde entra também o customer success. Microinterações e chatbots são outros destaques superimportantes e essenciais para qualquer estratégia de UX.

Estas e muitas outras tendências de UX foram citadas pelos especialistas. Para você, qual a maior tendência de UX Design para 2017?

Patricia Sperk

Patricia Sperk

Analista de SEM em KingHost
Administradora de Empresas por formação e estudante do MBA em Marketing da FGV. Apaixonada por Marketing Digital e em constante desenvolvimento.
Patricia Sperk

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